Bunge venderá 35 elevadores de grãos dos EUA para Japonesa Zen-Noh

Um comerciante e processador de mercadorias agrícolas Bunge informou que vendeu 35 de seus elevadores de grãos nos EUA para uma empresa japonesa Zen-Noh Grain Corporation.

Detalhes financeiros da venda junto à subsidiária do grupo Zen-Noh não foram divulgados, e o negócio está sujeito a condições habituais de bloqueio e aprovação regulatória, disse à Bunge.

Embora a venda reduza o número de ativos de armazenamento de grãos do Bunge nos Estados Unidos, a empresa disse que “certos acordos de fornecimento” com o Zen-Noh resultaram em “uma rede de distribuição e originação maior e mais forte”.

Bunge mantém a propriedade do seu terminal de grãos de grãos em Detrehan, Louisiana, e seu terminal de grãos de grãos EGT em Longview, Washington.

Também mantém uma propriedade de elevadores em sua joint venture Bunge-SCF Grain e elevadores em Indiana, que fornecem sua planta de processamento de soja Morristown.

Fonte: Reuters

Mapeamento da lavoura cafeeira permite potencializar a qualidade da bebida

O aumento da demanda por cafés especiais faz com que os produtores busquem novos meios de monitorar, garantir e potencializar os atributos da bebida. A circular técnica ”Mapeamento da qualidade de cafés: preparo adequado de amostras em propriedades” publicada recentemente pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) traz orientações para a extratificação dos talhões visando mapear a qualidade dos cafés produzidos.

Tendo em vista que grande parte das lavouras é composta por cultivares distintas, plantas com diferentes idades, condições de solo diversas, dentre outros fatores, recomenda-se a seleção de talhões com características semelhantes para a coleta das amostras. “O planejamento da colheita dos frutos de café é fundamental para o sucesso do mapeamento. Apenas os frutos maduros (cereja), devem ser selecionados, por serem os que apresentam maior potencial para a máxima qualidade do café”, ensina o engenheiro agrônomo Denis Henrique Silva Nadaleti.

Os frutos para a amostragem devem ser colhidos no início, meio e fim das ruas que compõem o talhão, incluindo topo e baixada. A coleta deve ser realizada nos dois lados da planta, devido à exposição ao sol e nos terços superior, médio e inferior.

Para a avaliação da qualidade são necessários cerca de sete litros de frutos cereja independente do processamento aplicado (via úmida ou via seca). Considerando-se os processos de lavagem e a eliminação dos frutos imaturos e ‘boias’, a coleta por talhão deve ser de 10 litros. “Após coletados, os frutos devem ser depositados em sacarias permeáveis e higienizadas. Não se recomenda o uso de sacos plásticos impermeáveis, ou de sacos já utilizados com ração ou produtos químicos que possam contaminar os frutos”, adverte Denis.

A secagem dos grãos deve ser ao sol em telas ou peneiras suspensas. A duração do processo de secagem do café exclusivamente no terreiro depende das condições climáticas e do tipo de processamento adotado. O tempo médio de secagem para os cafés naturais (via seca) é em torno de 30 dias, e cerca de 15 dias para o processamento via úmida. Para testar o ponto da secagem, recomenda-se a aferição da umidade em equipamento próprio, o ideal é que os grãos apresentem 11% de umidade.

Após o período de descanso, as amostras devem ser beneficiadas e enviadas para a avaliação da qualidade por um classificador credenciado e idôneo. O pesquisador da EPAMIG Marcelo Ribeiro Malta alerta que diversos fatores influenciam na qualidade final do café, entre eles, o ambiente de cultivo da lavoura cafeeira, a escolha das cultivares e os processos de colheita e processamento adotados. “Os cafeicultores com conhecimento sobre a qualidade dos cafés de sua propriedade, podem atingir mercados distintos, participar de concursos de qualidade com seus melhores microlotes, e optar por formas de comercialização mais rentável, agregando valor ao café produzido”, sugere.

Expocafé 2020

A 23ª edição da Expocafé evento será realizada entre os dias 14 e 17 de julho, em Três Pontas.  A feira, que estava prevista para o próximo mês de maio (entre os dias 19 e 22), foi adiada em função da epidemia do novo coronavírus.

A Expocafé é uma realização da EPAMIG e do Governo de Minas Gerais, com apoio institucional da Prefeitura de Três Pontas, Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas (Cocatrel), Universidade Federal de Lavras (Ufla), Emater-MG e Consórcio de Pesquisa Café.

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Toyota e NTT formam aliança de capital para desenvolver “cidade inteligente”

A montadora Toyota Motor e a gigante das telecomunicações NTT, ambas japonesas, estão formando uma aliança de capital visando desenvolver uma “cidade inteligente”. Espera-se que o projeto incorpore os mais recentes avanços em inteligência artificial e tecnologias ambientais.

Fontes disseram à NHK que as duas empresas investirão cerca de dois bilhões de dólares em ações uma da outra.

A aliança combinará tecnologias automobilísticas de próxima geração da Toyota, como, por exemplo, direção autônoma, com a expertise da NTT em infraestrutura de comunicações.

As duas empresas vão se unir em uma ampla gama de serviços móveis. O projeto deve avançar para além do 5G, o padrão atual de conectividade em rede, para o mundo do 6G.

Montadoras de veículos têm se enfrentado em uma intensa corrida global por tecnologias avançadas, conhecidas como “Case”. Trata-se de uma referência, no idioma inglês, para “conectado, autônomo, compartilhado e elétrico”.

No campo das telecomunicações, a competição também tem sido feroz em serviços capazes de entregar instantaneamente grandes quantidades de dados.

Com esta aliança, os dois líderes em seus respectivos setores industriais almejam um papel global de liderança no desenvolvimento de cidades ecológicas.